
A médica Elyne Assis, assassinada em um bar no interior do Acre, teve parte de sua trajetória profissional construída na Bahia, onde trabalhou no Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) de Alagoinhas e também atuou no município de Araçás.
Natural do Acre, Elyne passou um período na região de Alagoinhas e, posteriormente, mudou-se para o Rio de Janeiro. Há aproximadamente dois anos e meio, retornou ao estado natal, onde residiam seus familiares, conforme informações obtidas pelo Alagonews.
O assassinato ganhou repercussão nacional, principalmente após a divulgação de informações sobre o histórico judicial envolvendo o ex-namorado da médica.
Segundo reportagem publicada pelo g1 nesta terça-feira (3), o Ministério Público havia solicitado duas vezes a prisão do ex-companheiro da vítima antes do crime.
Médica acionou botão do pânico minutos antes de ser assassinada
Um dos detalhes mais graves do caso é que Elyne chegou a acionar o botão do pânico, dispositivo de proteção destinado a mulheres vítimas de violência doméstica, minutos antes de ser assassinada.
Segundo testemunhas que estavam com a médica no estabelecimento, ela percebeu que o ex-namorado havia passado diversas vezes pela rua onde ficava o bar. Diante da situação, acionou a central de monitoramento para comunicar o que estava acontecendo.
Apesar do alerta, nenhuma equipe policial foi enviada ao estabelecimento.
Conforme os relatos prestados pelas testemunhas à Polícia Militar, os responsáveis pelo monitoramento chegaram a entrar em contato telefônico com Elyne, mas não compareceram ao local.
Ainda segundo as testemunhas, viaturas da Polícia Militar passaram duas vezes em frente ao bar, mas os policiais não teriam sido acionados para atender à ocorrência.
Ministério Público havia pedido prisão do ex-namorado
O caso também ganhou destaque após a divulgação de que o Ministério Público havia apresentado duas solicitações de prisão contra o ex-namorado da médica.
A informação foi publicada pelo g1 Acre, que acompanha os desdobramentos do assassinato e o histórico envolvendo o ex-companheiro da vítima.
SAMU de Alagoinhas lamenta morte
A equipe do SAMU 192 de Alagoinhas divulgou uma nota de pesar pela morte da médica, destacando sua passagem pelo serviço e a dedicação demonstrada durante o período em que integrou a equipe.
"Sua passagem por nossa equipe deixou lembranças e marcou uma trajetória de dedicação ao cuidado com a vida", destacou o comunicado.
Na homenagem, os profissionais também manifestaram solidariedade aos familiares, amigos e colegas de Elyne.
"Sua partida nos entristece profundamente. Sua lembrança permanecerá entre nós", diz outro trecho da nota.
A manifestação reforça os vínculos profissionais e de amizade construídos pela médica durante sua atuação em Alagoinhas.
A morte de Elyne Assis repercute também na região, onde a profissional deixou colegas e pessoas que acompanharam sua trajetória na área da saúde.
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