
A vereadora de Alagoinhas, Juci Cardoso (PT), denunciou nesta quinta-feira (29), por meio de suas redes sociais, a suposta circulação de uma lista com nomes de estabelecimentos comerciais da cidade que seriam alvo de boicote por serem considerados alinhados à esquerda.
Na publicação, a parlamentar criticou a iniciativa e chamou a atenção para os possíveis impactos econômicos de um boicote motivado por posicionamentos políticos, especialmente sobre comerciantes, trabalhadores e famílias que dependem dessas atividades.
“Tem uma tal lista rolando por aí com nomes de estabelecimentos de Alagoinhas a serem boicotados por serem considerados de esquerda”, afirmou.
Juci também destacou a votação recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no município, utilizando o resultado eleitoral para argumentar sobre a dimensão do mercado consumidor local.
Segundo a vereadora, mais de 65 mil eleitores de Alagoinhas votaram em Lula. Ela estimou que, considerando os familiares desses eleitores, o grupo representaria aproximadamente 130 mil consumidores.
“Isso não é só sobre política partidária, também é sobre economia e sustento das famílias”, declarou.
A parlamentar classificou a elaboração de listas de boicote motivadas por posicionamentos políticos como um ataque à democracia e à Constituição Federal. Durante a manifestação, questionou o que aconteceria caso eleitores de Lula adotassem comportamento semelhante contra estabelecimentos associados a outros grupos políticos.
“Imagine se fizéssemos o chamado contrário para boicotar quem votou diferente. Mas não faremos isso exatamente porque nossa luta não é contra os cidadãos que pensam diferente da gente, e sim pela democracia”, afirmou.
Em resposta à suposta iniciativa, Juci Cardoso propôs que a população adote uma postura contrária ao boicote, incentivando a divulgação e o consumo nos estabelecimentos mencionados na lista.
“Indique esses estabelecimentos, comprem, curtam, compartilhem e ajude a divulgar essas lojas e restaurantes que estão lá na tal listinha”, pediu.
Ao encerrar a manifestação, a vereadora defendeu o respeito às diferenças políticas e afirmou que os princípios constitucionais devem ser preservados independentemente das preferências partidárias.
“A Constituição não pode ser defendida apenas quando é conveniente pra gente. Ela protege o direito de todo cidadão e cidadã ser diferente”, declarou.
Até o momento, não foram apresentados à reportagem elementos que permitam confirmar a origem da suposta lista, quem seria responsável por sua elaboração ou quais estabelecimentos estariam sendo mencionados.
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