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Brasil GERAL

Jornalista desaparecido na Amazônia vive na Bahia; esposa faz apelo às autoridades

Em depoimento, Alessandra implorou: "Mesmo que eu não encontre o amor da minha vida vivo, eles têm que ser encontrados, por favor. Intensifiquem essas buscas"

07/06/2022 17h44
Por: Redação Fonte: METRO1
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Alessandra Sampaio, esposa do jornalista inglês Dom Phillips, que está desaparecido na Amazônia, fez um apelo para que as autoridades brasileiras reforcem as buscas. A brasileira Alessandra e Dom moram na Bahia desde 2007, em Salvador.

O jornalista é correspondente do The Guardian no Brasil e está desaparecido desde domingo (5), junto com o indigenista brasileiro Bruno Araújo Pereira. Segundo a entidade União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja), os dois vinham recebendo ameaças e desapareceram no trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte.

Em depoimento gravado para a TV Bahia, Alessandra implorou: "Mesmo que eu não encontre o amor da minha vida vivo, eles têm que ser encontrados, por favor. Intensifiquem essas buscas". 

A Marinha do Brasil está realizando buscas pelos dois, com o apoio de um helicóptero, duas embarcações e uma moto aquática.

Entenda

A Polícia Federal prendeu, na noite desta segunda-feira (6), dois homens suspeitos de envolvimento no desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira, da Fundação Nacional do Índio (Funai), e do jornalista inglês Dom Phillips, colaborador do jornal The Guardian. 

Os homens são dois pescadores, identificados apenas como  "Churrasco" e "Jâneo". Eles foram levados para a cidade de Atalaia do Norte e estão em poder da Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

Na manhã dessa segunda-feira (6), a União dos Povos Indígenas do Vale do Javari (Univaja) informou o desaparecimento de Bruno e Dom Phillips na Amazônia. De acordo com a associação, o desaparecimento já durava mais de 24 horas. 

Segundo a entidade, eles estavam recebendo ameaças e desapareceram no trajeto entre a comunidade Ribeirinha São Rafael e a cidade de Atalaia do Norte. Eles viajavam com uma embarcação nova, com gasolina suficiente para a viagem e ainda sete tambores vazios de combustível.

O desaparecimento chama a atenção porque o indigenista brasileiro é "experiente e profundo conhecedor da região, pois foi Coordenador Regional da Funai de Atalaia do Norte por anos", segundo a entidade.