Os ônibus do transporte público de Alagoinhas começaram a voltar às ruas na manhã desta quinta-feira (5), após cinco dias de greve dos rodoviários. A informação foi confirmada pelo diretor do sindicato da categoria, Gil Alagoinhas, ao jornalista Caio Pimenta, do News Infoco, parceiro do Alagonews.
Segundo o sindicalista, a retomada das atividades ocorre de maneira gradual, após uma assembleia realizada pela categoria, iniciada por volta das 5h desta quinta-feira.
A paralisação teve início no último sábado (31) e deixou a população sem transporte coletivo durante cinco dias. O movimento foi motivado por reivindicações relacionadas ao pagamento de salários e benefícios dos trabalhadores, incluindo ticket-alimentação e plano de saúde.
Durante o período, passageiros enfrentaram dificuldades para chegar ao trabalho, comparecer a consultas médicas e realizar atividades cotidianas. A Prefeitura chegou a autorizar a utilização de táxis na modalidade lotação como alternativa emergencial.
A greve também foi marcada por uma intervenção judicial. Na terça-feira (3), após uma ação apresentada pela Prefeitura de Alagoinhas, a Justiça determinou que a concessionária ATP Transportes e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sindmetro) garantissem a circulação de pelo menos 70% da frota.
A decisão, assinada pelo juiz Antonio de Pádua Alencar, estabeleceu prazo de seis horas, a partir da citação, para o cumprimento da ordem, além de multa diária de R$ 30 mil em caso de descumprimento.
Apesar da determinação, os ônibus permaneceram nas garagens durante toda a quarta-feira (4). Na ocasião, a ATP informou que havia preparado a operação, mas que motoristas e cobradores não compareceram ao trabalho. O sindicato, por sua vez, alegou à TV Subaé que ainda não havia sido notificado da decisão judicial.
A interrupção completa do serviço foi um dos pontos mais questionados durante a greve. Embora a legislação assegure o direito de paralisação dos trabalhadores, o transporte coletivo é considerado essencial, e sua suspensão integral foi apontada pela Justiça como irregular.
Com o encerramento do movimento, a expectativa é de normalização do atendimento aos passageiros. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre eventuais acordos firmados para o retorno dos rodoviários.