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Professores da rede privada da Bahia aprovam paralisação para o dia 9 de junho e podem entrar em greve
Categoria protesta contra proposta patronal e denuncia tentativa de retirada de direitos históricos; nova assembleia definirá possível estado de greve
02/06/2026 09h14 Atualizada há 1 semana
Por: Redação Fonte: Alagonews
Foto: Elza Fiuza/ Agência Brasil

Os professores da rede privada de ensino da Bahia aprovaram uma paralisação das atividades para o próximo dia 9 de junho. A decisão foi tomada durante Assembleia Geral realizada nesta segunda-feira (1º), quando 91% dos profissionais presentes votaram a favor da mobilização. A informação é do Bahia Notícias, parceiro do Alagonews.

A paralisação faz parte da campanha salarial da categoria, conduzida pelo Sindicato dos Professores do Estado da Bahia (Sinpro-Bahia), que acusa o setor patronal de apresentar propostas que representam perdas de direitos conquistados ao longo dos anos.

Segundo o sindicato, entre os pontos contestados estão mudanças relacionadas à concessão de bolsas de estudo, ao período de recesso, aos percentuais de valorização da qualificação profissional e ao reajuste salarial, especialmente para os profissionais que recebem o piso da categoria.

Além da paralisação, os professores voltarão a se reunir em assembleia no próprio dia 9 de junho para discutir a possibilidade de decretação de estado de greve. Caso a proposta seja aprovada, o sindicato deverá publicar um edital oficial com a convocação e as orientações para os próximos passos do movimento.

Em publicação nas redes sociais, o Sinpro-Bahia afirmou que a categoria enfrenta uma realidade marcada pelo aumento da carga de trabalho e pela realização de atividades não remuneradas.

“Chega de desrespeito do patronal. A categoria não suporta mais o sobretrabalho, as horas e horas de trabalho gratuito e as propostas indecorosas de redução de direitos já existentes”, destacou a entidade.

O sindicato também reforçou que as decisões tomadas em assembleia devem ser cumpridas por toda a categoria, ressaltando que a deliberação coletiva está acima das decisões da diretoria sindical.

Caso o estado de greve seja aprovado e as negociações não avancem, estudantes de escolas particulares em diversas cidades baianas poderão ser afetados por uma eventual paralisação por tempo indeterminado.

Até o momento, não houve manifestação pública das entidades representantes das instituições de ensino sobre a decisão aprovada pelos professores.