A Prefeitura de Alagoinhas decretou situação de emergência em saúde pública em razão do aumento dos casos de arboviroses no município, especialmente dengue e chikungunya. A medida foi oficializada em publicação no Diário Oficial nesta segunda-feira (04) e tem como objetivo reforçar as ações de combate ao mosquito Aedes aegypti.
De acordo com dados do próprio município, o cenário epidemiológico aponta para crescimento significativo dos casos, com 820 notificações de dengue e 253 de chikungunya, o que caracteriza um quadro de alta transmissão e exige adoção de medidas imediatas.
Com o decreto, a administração municipal fica autorizada a implementar uma série de ações emergenciais, como intensificação das visitas domiciliares, realização de campanhas educativas, ampliação da capacidade de atendimento nas unidades de saúde, além de medidas de controle do vetor, incluindo limpeza de áreas e eliminação de focos do mosquito.
O documento também prevê, em situações específicas e dentro dos critérios legais, o acesso a imóveis fechados ou abandonados, com o objetivo de evitar a proliferação do mosquito em locais considerados de risco.
Segundo a prefeitura, as ações de combate à dengue vêm sendo intensificadas desde o início do ano, com equipes de agentes de saúde atuando em diversas regiões da cidade, especialmente em áreas com maior incidência de casos.
Ainda de acordo com a gestão municipal, um dos principais desafios enfrentados é o número de imóveis que não puderam ser vistoriados. Dos cerca de 60 mil imóveis visitados, aproximadamente 29 mil estavam fechados, abandonados ou não tiveram autorização para acesso das equipes.
Na manhã desta terça-feira (05), o prefeito Gustavo Carmo divulgou um vídeo em uma rede social em que fez um apelo direto à população. Na gravação, ele reforçou a importância da colaboração dos moradores no enfrentamento da dengue e destacou que a maioria dos focos do mosquito está dentro das residências.
“Quando um agente de saúde não consegue entrar em uma casa, é como se alguém estivesse remando contra a maré”, afirmou o prefeito, ao pedir que a população permita o acesso dos agentes e adote medidas simples de prevenção.
A recomendação é que os moradores realizem vistorias periódicas em seus imóveis, eliminando possíveis criadouros, como recipientes com água parada, além de manter caixas d’água e reservatórios devidamente vedados.
O decreto tem validade inicial de 30 dias, podendo ser prorrogado conforme a evolução do cenário epidemiológico no município.