some text

Depois doze dias de paralisação os policiais militares do Ceará decidiram encerrar o motim na noite deste domingo (1º). Eles voltam às ruas a partir desta segunda-feira (2). Representantes dos policiais e do governo cearense fizeram um acordo que prevê punições menos pesadas aos amotinados que participaram do movimento. Não está prevista anistia, que era um dos principais pedidos da categoria.

O movimento dos PMs começou no dia 18 e, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Ceará, foram registradas 219 mortes, entre 19 e 26 de fevereiro. No dia anterior ao início da paralisação, o estado tinha registrado cinco crimes violentos. A média diária saltou para 28 nos dias seguintes, com mais de uma morte por hora. Os números de homicídios e outros crimes ocorridos no período deixaram de ser divulgados diariamente há quase uma semana pela Secretaria de Segurança Pública, que informou que só consolidaria os dados no fim do mês.

A negociação entre a comissão formada pelos três Poderes do Ceará e os policiais militares travou na sexta-feira (28), quando o governo do estado rejeitou anistiar os policiais paralisados. O processo se estendeu até a noite deste domingo, quando finalmente ajustes foram feitos e o motim dissolvido.

Em meio à crise, o presidente Jair Bolsonaro tinha decidido prorrogar até a próxima sexta-feira (6) a GLO (Garantia da Lei e da Ordem), que autoriza o emprego das Forças Armadas e da Força Nacional para reforçar a segurança do Ceará.

Nas redes sociais, o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública) comemorou o fim do motim. “Recebo com satisfação a notícia sobre o fim da greve dos policiais no Ceará. O Governo Federal esteve presente, desde o início, e fez tudo o que era possível dentro dos limites legais e do respeito à autonomia do Estado”, afirmou Moro. “Prevaleceu o bom senso, sem radicalismos. Parabéns a todos.”

Durante a tarde, o ministro publicou um vídeo no Twitter no qual afirmou que a solução do “problema” no Ceará passava “pelo fim da paralisação ilegal dos policiais”. “Os policiais têm de ser valorizados, mas a paralisação é algo que a Constituição não permite”, repetiu. Moro já tinha dito que o motim dos militares era ilegal, mas que eles não podiam ser tratados como “criminosos”. “Temos que parar de explorar politicamente, tanto dentro do Estado do Ceará quanto fora do Estado do Ceará, essa situação. Temos que respeitar os poderes que estão envolvidos nessa negociação, os policiais, e o trabalho que o governo federal vem fazendo em apoio à população cearense”, completou.

Fonte: Correio da Bahia

Deixe Um Comentário


Banner publicidade 728 x 90 RODAPÉ

error: Conteúdo protegido!