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Em tempos de #coronavírus evite sair de casa, proteja seu bem maior, sua família.

Segundo estimativa da organização mundial  da saúde 10% da população mundial, sobretudo dos países do terceiro mundo, são portadoras de algum tipo de limitação, quer seja física, mental ou sensorial (cegas, surdas, mudas e outras excepcionalidades).  Assim sendo, no Brasil somam-se vinte e um milhões de indivíduos que vivem à margem social, impedidos no seu mínimo direito que é o de ir e vir. 

Lembrando que pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade com as demais pessoas.

Na minha visão como pessoa com deficiência, os maiores desafios para a inserção social e profissional das pessoas com deficiências são as barreiras arquitetônicas e as barreiras atitudinais, sendo esta última o maior entrave para a inclusão destes brasileiros e brasileiras que almejam o seu mínimo direito constitucional que é o direito a uma vida plena e a conquista de sua independência econômica e social.  

Portanto as barreiras atitudinais, ou seja, a visão estereotipada de que as pessoas deficientes são desprovidas de autonomia, são inválidos, devendo viver à custa do estado, são assexuadas e incapazes, causam os maiores danos para a realização dos sonhos de um seguimento tão representativo e importante da nossa sociedade. 

Foto: Alagonews

Quando me deparo com uma calçada tomada por mesas e cadeiras, como a da foto acima, que impede a locomoção de um cadeirante, como eu por exemplo, faço uma profunda reflexão sobre a acessibilidade, a consciência dos cidadãos, e a responsabilidade do poder público para com o código de postura do município e o quanto ainda precisamos evoluir. Como eu passaria nesta calçada? Eu teria que descer da mesma, isto é, se possuir uma rampa de acesso, e me locomover pela rua junto com os automóveis ou pedir licença as pessoas acomodadas nesse estabelecimento para se levantarem, e afastarem as cadeiras (falo isso por experiência própria). Um baita constrangimento! 

E nesta reflexão deixo aqui uma memorável frase do Tancredo Neves, artífice da nova república, que em um momento de muita lucidez sentenciou: “Enquanto houver um só brasileiro, sem teto, sem escola, sem trabalho e sem acessibilidade, toda a democracia será ilegítima e toda a sociedade injusta”.  

Por: Ivanete Costa, cadeirante, cidadã de Alagoinhas e contribuinte.

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